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Depois de dez meses de muito trabalho, muita diversão e de aprender bastante… Depois de conhecer pessoas extraordinárias, de viver momentos inesquecíveis. Depois de ver o mundo – horizontal e verticalmente – volto por fim a Portugal, num regresso que até agora aparenta ser mais permanente do que temporário.
Na minha alma percorre uma amálgama de emoções bastante difícil de exprimir por palavras. Os adeus dos últimos dias ainda se prolongam mentalmente, quase como gritos sufocados. As palavras vagas e embaraçadas desses momentos ainda se repetem mil vezes na minha cabeça, ensaiando outros “adeus”, talvez melhores.
Claro, ficam sempre os votos de “wieder sehen”, de regressar à Alemanha ou de alguém ir a Portugal, como se viajar até ao país no extremo ocidental da Europa não passasse de uma visita à Holanda…
No fundo, são adiamentos. Adiamentos que não fazem mais do que apaziguar a dor da saudade.
Ir de novo para Portugal alegra-me, mas também me angustia. Nunca estive tão contente por voltar, mas tão infeliz por partir. A Alemanha deixou-me marcas profundas, que com um pouco de coragem poderei continuar a alimentar à distância. Deixou-me sobretudo duas pessoas que nunca mais esquecerei.
Amanhã regresso a Portugal, mas com vontade de viver em alemão.
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P.S.: A partir de agora poderão acompanhar-me em guilhermecorreiasilva.wordpress.com
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